Quarta-feira, 25 de Março de 2026 - 15:25:28hs
Com poucos barramentos, rios da região de Alcinópolis e Figueirão ajudam a preservar o “pintado”
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A baixa presença de barragens em rios que integram a Bacia do Alto Paraguai tem contribuído diretamente para a preservação do pintado, peixe conhecido como a “onça-pintada dos rios”, e que ainda encontra condições favoráveis de sobrevivência no Pantanal sul-mato-grossense.
Esse cenário também se reflete em municípios como Alcinópolis e Figueirão, inseridos em áreas de influência de importantes bacias hidrográficas da região norte do Estado. Nessas localidades, a menor intervenção em cursos d’água mantém o equilíbrio ambiental e favorece a reprodução de espécies nativas.
De acordo com informações do Campo Grande News, a espécie apresenta maior presença justamente em regiões onde há menos barramentos para usinas hidrelétricas, o que garante a continuidade dos ciclos naturais dos rios e das rotas migratórias dos peixes.
O pintado é considerado um dos principais predadores dos rios e desempenha papel fundamental no equilíbrio ecológico. No entanto, a espécie já apresenta redução populacional significativa em outras bacias brasileiras, como as dos rios Paraná e São Francisco, onde há maior interferência humana.
Apesar do cenário ainda positivo no Pantanal, especialistas alertam para ameaças crescentes, como a hibridização artificial com outras espécies, a poluição por agrotóxicos e a perda de diversidade genética.
Em regiões como Alcinópolis e Figueirão, onde ainda predominam rios mais preservados, o desafio é manter esse equilíbrio. A conservação desses ambientes naturais é essencial não apenas para a fauna aquática, mas também para atividades econômicas locais, como a pesca e o turismo.
O Pantanal, maior planície alagável do planeta, abriga uma das maiores biodiversidades do mundo, e espécies como o pintado são consideradas indicadoras da qualidade ambiental dos rios.
Diante disso, a preservação dos rios da região norte de Mato Grosso do Sul se torna estratégica para garantir que espécies emblemáticas continuem existindo, reforçando a importância de políticas ambientais e do uso sustentável dos recursos naturais
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