Home Noticias

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026 - 11:39:14hs

Combate à corrupção desestabiliza prefeituras de MS, diz Assomasul

..

Por Redação RegionalMS
Combate à corrupção desestabiliza prefeituras de MS, diz Assomasul

Nos últimos 14 meses, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), fechou o cerco contra os crimes de colarinho branco, como corrupção passiva, fraude em licitação e peculato, em 14 prefeituras do Estado, ou seja, houve uma operação por mês.

Até ontem, o MPMS revelou esquemas de corrupção em Água Clara, Aquidauana, Bonito, Corguinho, Coxim, Campo Grande, Itaporã, Jardim, Miranda, Rio Negro, Rochedo, Sidrolândia, Terenos e Três Lagoas. 

Para o presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Thalles Henrique Tomazelli (PL), que coincidentemente teve as 14 ações de combate à corrupção deflagradas pelo Gaeco e o Gecoc durante seu início de mandato, “esse número de operações em pouco mais de um ano chama a atenção e causa preocupação, pois impacta diretamente a estabilidade administrativa dos municípios”.

Prefeito de Itaquiraí, ele garantiu ao Correio do Estado que a Assomasul tem acompanhado com atenção as operações realizadas pelo Gaeco e pelo Gecoc nas prefeituras do Estado, sempre respeitando a autonomia dos órgãos de controle e o devido processo legal.

Preocupado com a situação, Thalles Tomazelli informou que a Assomasul tem procurado orientar os gestores públicos.

“A entidade tem reforçado a orientação técnica e preventiva aos gestores, defendendo transparência, legalidade e segurança jurídica. Reafirmamos que os prefeitos são comprometidos com a correta aplicação dos recursos públicos e com o desenvolvimento de suas cidades”, assegurou.

SEIS CIDADES

Apenas nesta semana, os promotores de Justiça do Gecoc e Gaeco deflagraram operações contra a corrupção envolvendo as gestões públicas de Corguinho, Rio Negro, Aquidauana, Campo Grande, Terenos e Coxim. A primeira ação foi na manhã de segunda-feira e recebeu o nome de Cartas Marcadas.

Essa operação teve como objetivo o cumprimento, nos municípios de Aquidauana, Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos, de 46 mandados de busca e apreensão, 5 mandados de afastamento de cargos públicos, 22 mandados de proibição de contratar com o poder público e 3 mandados de suspensão de contratos vigentes com o poder público, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

A investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, instalada nos municípios de Corguinho e de Rio Negro, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso, que, nos últimos três anos, movimentou R$ 9 milhões.

LUCRO CERTO

Já na manhã de ontem o MPMS deflagrou a operação denominada Lucro Certo, que teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos municípios de Coxim e de Campo Grande.

A investigação constatou a existência de contratos celebrados, sem licitação, entre o município de Coxim e empresa de advocacia nos anos de 2021, 2022 e 2023, que previam pagamentos a serem feitos na modalidade ad exitum na recuperação de créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Ficou estabelecido que o contratado receberia um porcentual do valor econômico eventualmente alcançado decorrente de recuperação de créditos tributários que seriam devidos ao Município a título de repartição de receitas tributárias.

O MPMS constatou que, na fase de execução de tais contratos, foram pagos mais de R$ 1,5 milhão à empresa contratada, mesmo sem que houvesse prestação de serviços ou resultado econômico positivo aos cofres públicos.

 

 

CorreiodoEstado

AVISO: Neste site, utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao navegar por este portal você aceita os termos de utilização. Para maiores informações acesse nossa Politicas de Uso.

Recusar Aceitar