Home Politica

Terça-feira, 14 de Julho de 2026 - 08:47:32hs

Reinaldo diz que cada município tem realidade própria e cobra mais atenção às prefeituras

.

Por Redação RegionalMS
Reinaldo diz que cada município tem realidade própria e cobra mais atenção às prefeituras

O pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja voltou a defender uma ideia que marcou sua passagem pelo comando de Mato Grosso do Sul: a de que cada município tem uma realidade própria e, por isso, precisa ser tratado de forma diferente na definição de investimentos públicos.

Em entrevista concedida no interior do Estado nesta semana, o ex-governador afirmou que não há solução única para atender cidades com necessidades distintas. Segundo ele, o direcionamento de recursos públicos precisa levar em conta as prioridades locais, sob risco de o dinheiro não chegar a quem mais precisa.

“Alguns municípios precisam de infraestrutura, outros de atendimento à saúde, e outros ainda de oportunidades para geração de emprego e renda. Não existe solução única que sirva para todos”, afirmou.

A fala reforça uma das bandeiras políticas de Reinaldo, hoje pré-candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul. A defesa é de que tanto parlamentares quanto gestores do Executivo levem em consideração o diagnóstico de cada município antes de definir emendas, obras e políticas públicas.

“Só conhecendo de perto a realidade de cada região é que se consegue investir onde realmente é necessário. Caso contrário, o dinheiro público não chega a quem mais precisa”, completou.

Durante os dois mandatos à frente do Governo do Estado, Reinaldo adotou o chamado municipalismo, modelo de gestão baseado na priorização de obras e demandas apresentadas pelas próprias prefeituras. A lógica era concentrar esforços em ações apontadas pelos municípios como mais urgentes, respeitando as diferenças regionais e os problemas específicos de cada cidade.

Esse método acabou se consolidando como uma das marcas da relação entre o governo estadual e os municípios de Mato Grosso do Sul. No discurso do ex-governador, a experiência serve agora como base para a atuação que ele diz pretender levar ao Senado.

A defesa de maior atenção às cidades também se apoia em um cenário de dificuldade fiscal enfrentado por prefeituras em todo o país. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado no fim de 2025, ouviu 4.172 prefeituras, o equivalente a 75% dos municípios brasileiros, e apontou a crise financeira como uma das principais preocupações dos gestores municipais.

Segundo os dados citados no material, cerca de 80% dos gestores apontaram a situação fiscal como principal problema. O levantamento também indica que 29% dos municípios encerram o ano com atraso no pagamento a fornecedores, enquanto 31% precisam empurrar despesas já assumidas para o exercício seguinte. Esses números ajudam a explicar a pressão crescente sobre os caixas municipais.

Outro ponto destacado é a distribuição da arrecadação tributária no país. De acordo com a CNM, 64% do total dos tributos ficam com a União, 22,5% com os Estados e apenas 13,5% chegam aos municípios, justamente o ente mais próximo da população e mais cobrado pela prestação de serviços públicos.

A dependência de repasses federais aparece com ainda mais força quando se observa que, para dois em cada três municípios brasileiros, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é a principal fonte de receita, segundo o diagnóstico da entidade. Na prática, isso reduz a autonomia financeira das prefeituras e amplia a dependência de decisões tomadas em Brasília.

Para Reinaldo, esse quadro mostra que os municípios seguem pressionados entre a demanda crescente por serviços e a escassez de recursos suficientes para atender necessidades básicas. Na avaliação do pré-candidato, falta escuta do Governo Federal em relação às prioridades apontadas pelos prefeitos.

“As prefeituras conhecem suas prioridades, mas o Governo Federal não ouve com atenção essas demandas e ainda destina recursos reduzidos, insuficientes para que os municípios arquem até com suas necessidades básicas”, afirmou.

Ao retomar o discurso do municipalismo, Reinaldo tenta reforçar uma mensagem política voltada à gestão prática e à proximidade com os municípios, tema que deve seguir no centro do debate eleitoral em Mato Grosso do Sul ao longo da disputa pelo Senado.

 

 

Acritica

AVISO: Neste site, utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao navegar por este portal você aceita os termos de utilização. Para maiores informações acesse nossa Politicas de Uso.

Recusar Aceitar